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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mapas: conhecendo e criando

            Hoje, no Palavreando, trabalhamos o gênero Mapa.
            Vimos uma série de imagens de mapas: mapas geopolíticos, mapas hidrográficos, mapas do tesouro, mapas de ficção; foram vinte mapas diferentes!
            Em nossa discussão, constatamos que mapas servem para:
- indicar as coisas;
- saber a distância entre os lugares;
- saber as coisas;
- saber onde ficam os lugares que se deseja ir.
- saber sobre os outros povos;
            Também notamos algumas semelhanças entre os mapas exibidos: muitos deles possuíam tesouros; a maioria possuía uma bússola; alguns mapas possuíam nomes (“Mapa do Tesouro”, “Brasil”, “América do Sul”, “Mapa-Múndi”, “Terra de Oz”, “Fantásio” etc.); e todos possuíam rios, lagos e mares.
            Descobrimos que a bússola do mapa, na verdade, é conhecia como Rosa dos Ventos, que é constituída pelos Pontos Cardeais, indicadores do caminho a ser seguido quando estamos perdidos ou quando não queremos nos perder. Norte, Sul, Leste e Oeste, estes são os quatro Pontos Cardeais.
            Depois, falamos um pouco sobre as diferenças entre os mapas apresentados:
- bússolas: cada mapa tinha uma Rosa dos Ventos desenhada de forma diferente, e algumas estavam em outra língua (Norte, Sul, Leste e Oeste, em português; North, South, East e West, em inglês);
- cores: as cores utilizadas para pintar os mapas eram diferentes (alguns eram todos de uma cor – com estilo envelhecido –, outros eram bem coloridos);
- detalhes: alguns possuíam casas, castelos, peixes e pessoas desenhados;
- forma: os continentes e ilhas eram diferentes;
- lugares: os lugares representados em cada mapa eram diferentes.


Mapa desenhado pelo Orientador Socioeducativo

            Após discutir muito sobre os mapas, sentamos em grupos e cada um começou a desenhar um mapa - nós tivemos de criar mapas. Foi bem difícil! Não podíamos copiar os mapas exibidos antes da discussão, então precisamos pensar bastante para conseguir criar alguma coisa.
            O Júnior também participou da atividade e começou a desenhar um mapa para mostrar a todos como podia ser feito.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O Gigante Egoísta - Apreciação e produção

            Hoje, levei algo diferente para as crianças: um áudio-conto.
            Como o Palavreando tem a proposta de levar diversos gêneros textuais às crianças, escolhi mostrar um áudio-conto, uma narrativa que exige atenção e imaginação. Por isso, levei “O Gigante Egoísta”, um áudio-conto que produzi em 2014 após uma aula de Tradução de Textos Literários; adaptei o conto de Oscar Wilde, convidei alguns amigos e, juntos, produzimos a obra. O Anderson do Nascimento – que, por sinal, já foi oficineiro de canto coral na Associação Parque Mandy – é quem produziu toda a trilha sonora do áudio-conto.


            Pedi às crianças que prestassem muita atenção e que, de preferência, ouvissem ao áudio-conto com os olhos fechados. Assim, executei o conto.
            Enquanto eles ouviam (a maioria permaneceu com os olhos fechados), eu pude perceber mudanças em suas expressões faciais: risos, estranhamento. Alguns não conseguiram manter o foco e prestar atenção ao áudio – o que resultou numa produção artística pouco detalhada, como poderão ver adiante.
            Após o término da narrativa, entreguei material para desenho e pintura; pedi às crianças que desenhassem a parte que mais gostaram no áudio-conto. O resultado foi o seguinte:

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O Clubinho Cultural


            A Associação Parque Mandy é uma entidade que já conta com um longo tempo de estrada, e seu objetivo é atender crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, provendo atividades socioeducativas e encaminhando os jovens que necessitam de serviços específicos. Recentemente, tornou-se um Centro para Crianças e Adolescentes, ao conseguir convênio com a Prefeitura de São Paulo.
            O Clubinho, como ficou conhecido por toda a comunidade do Parque Mandy, na zona norte da cidade, atendeu centenas de crianças da região em sua existência e, há pouco tempo, mudou-se para um prédio maior da região, podendo oferecer um serviço de melhor qualidade os jovens da redondeza.
            Eu, Júnior Gonçalves, já conheço o trabalho que é realizado pelo Clubinho há muito tempo – embora eu nunca tenha sido atendido pelo serviço, eu cresci e vivi na rua onde era sediado. Há cerca de quatro anos, venho acompanhando muito mais de perto as atividades feitas com as crianças: passeios, oficina de canto coral, produção de evento de Natal, reciclagem de material PET etc. Trabalho na área social, também, há quase quatro anos – quando ingressei no Projeto Guri e atuei dentro da Fundação CASA. Desde então, nasceu em mim esta inquietude ao ver os adolescentes saindo e voltando para a Fundação CASA em tão pouco tempo – por mais que eles tivessem uma segunda chance ali dentro, eles encontravam o mesmo ambiente que os levara para lá ao receber a progressão da medida (não há um trabalho efetivo aqui do lado de fora, com a família, com a Sociedade).
            Vi no CCA uma oportunidade: eu teria acesso às famílias, à Sociedade e, principalmente, aos jovens que ainda não entraram para o mundo do crime. E foi assim que tomei a decisão e ingressei para a equipe de trabalho da Associação Parque Mandy.
            Como Orientador Socioeducativo, elaborei um projeto semestral específico para as necessidades das crianças e dos adolescentes de lá. Assim nasceram o Palavreando, o Fazendo Arte e o Socializando; três eixos de atividades que atenderão as necessidades mais básicas dos jovens da periferia que são atendidos pela Associação: o estímulo à escrita e à leitura; o incentivo à criação e à criatividade, baseadas na interpretação e apreciação; e a promoção dos jovens como cidadãos efetivos da Sociedade – com o direito de debater e opinar sobre os mais diversos temas que os permeiam.
            Para fazer com que tudo seja visto, idealizei, junto aos jovens, a criação deste blogue. A turma com a qual trabalho é conhecida como Turma Verde – com crianças e adolescentes entre nove e quinze anos de idade. Cada um sugeriu um nome para o blogue e, em seguida, realizamos uma votação – e o nome mais votado foi Clubinho Cultural, como podem ver. Também levei uma série de imagens aos jovens para que pudessem decidir quais seriam os padrões de cores e fontes do blogue e, juntos, escolhemos.
            Portanto, o blogue é para vocês, que querem ver todo o nosso trabalho e o nosso desenvolvimento; para vocês que acreditam que a cultura pode mudar a Sociedade e a maneira de enxergar o mundo; para vocês que acreditam que os jovens são o futuro, e que devemos dá-los oportunidades.