quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Palavreando - Histórias em Quadrinhos

            Trabalhei, hoje, o Palavreando.
            Nosso gênero foi a história em quadrinhos (HQ). Distribui algumas histórias em quadrinhos – de personagens variados, como Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem, Disney, Mafalda etc. – às crianças e pedi que lessem uma das histórias com muita atenção.
            Feito isso, propus que cada um contasse sua história para o restante da turma; a maioria o fez com muita facilidade, lembrando-se de detalhes; outros tiveram dificuldade em relação às coisas comuns, como um resumo do enredo.
            Então, distribui material e pedi que cada um criasse sua própria história em quadrinhos (ofertei a possibilidade de construir uma história com, no mínimo, três quadrinhos), com seu enredo, seus personagens, seu título etc.
  


            Como de costume, também criei uma tirinha com um trecho da música “Aquarela” – as crianças todas se animaram ao ver que eu também estava participando da atividade.

            O resultado foi o seguinte:













quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Carnaval em Madureira - detalhando e significando

            Hoje, no Fazendo Arte, a proposta foi trabalhar uma obra de arte. Já que estamos às vésperas do Carnaval, separei a pintura “Carnaval em Madureira”, de Tarsila do Amaral.

               Levei o desenho em preto e branco, somente com os contornos, e distribui às crianças. Expliquei que aquela era uma obra de arte de uma famosa pintora brasileira, e falei o nome do quadro. Algumas das crianças adivinharam quem era a pintora, pois comentaram “Ela também pintou aquele quadro do homem com o pé e o nariz grandes, não é? (o Abaporu!)”. Foi, então, que falei o nome: Tarsila do Amaral.
                Contei um pouco da vida de Tarsila, sobre sua infância vivida no interior de São Paulo, como filha de fazendeiro; sobre sua estadia na França e, por fim, sobre o seu retorno ao Brasil para a Semana de Arte Moderna. Contei, também, um pouco da obra – que, segundo Tarsila, foi feira a partir de suas experiências: Madureira é um bairro movimentado e famoso por suas rodas de samba e blocos carnavalescos tradicionais desde as primeiras décadas do século 20; a Torre Eiffel e o dirigível são as lembranças da França; já as pedras, ao fundo, remontam seu passado na fazenda em que cresceu. Todos esses “recortes” são pintados nos morros do Rio de Janeiro, explorando a mistura do meio rural, urbano e exterior – valorizando, especialmente, a cultura nacional.
               Feito isso, pedi às crianças que pintassem o quadro (não exibi o original) da maneira a qual achassem correta. Alguns tiveram preguiça e não quiseram pintar – um problema frequente quando o assunto é desenho e pintura, pois eles só querem contornar os desenhos –, mas o resultado, mesmo assim, foi surpreendente! Elas utilizaram todas as referências em suas memórias para pintar o desenho da maneira a qual acharam melhor.
           

          Depois dos desenhos ficarem prontos, exibi, finalmente, a obra original. Então, as crianças comentaram sobre as cores, sobre os chapéus (algumas não souberam distinguir tais detalhes na hora de pintar). Foi uma atividade bem interessante e envolvente.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mapas: conhecendo e criando

            Hoje, no Palavreando, trabalhamos o gênero Mapa.
            Vimos uma série de imagens de mapas: mapas geopolíticos, mapas hidrográficos, mapas do tesouro, mapas de ficção; foram vinte mapas diferentes!
            Em nossa discussão, constatamos que mapas servem para:
- indicar as coisas;
- saber a distância entre os lugares;
- saber as coisas;
- saber onde ficam os lugares que se deseja ir.
- saber sobre os outros povos;
            Também notamos algumas semelhanças entre os mapas exibidos: muitos deles possuíam tesouros; a maioria possuía uma bússola; alguns mapas possuíam nomes (“Mapa do Tesouro”, “Brasil”, “América do Sul”, “Mapa-Múndi”, “Terra de Oz”, “Fantásio” etc.); e todos possuíam rios, lagos e mares.
            Descobrimos que a bússola do mapa, na verdade, é conhecia como Rosa dos Ventos, que é constituída pelos Pontos Cardeais, indicadores do caminho a ser seguido quando estamos perdidos ou quando não queremos nos perder. Norte, Sul, Leste e Oeste, estes são os quatro Pontos Cardeais.
            Depois, falamos um pouco sobre as diferenças entre os mapas apresentados:
- bússolas: cada mapa tinha uma Rosa dos Ventos desenhada de forma diferente, e algumas estavam em outra língua (Norte, Sul, Leste e Oeste, em português; North, South, East e West, em inglês);
- cores: as cores utilizadas para pintar os mapas eram diferentes (alguns eram todos de uma cor – com estilo envelhecido –, outros eram bem coloridos);
- detalhes: alguns possuíam casas, castelos, peixes e pessoas desenhados;
- forma: os continentes e ilhas eram diferentes;
- lugares: os lugares representados em cada mapa eram diferentes.


Mapa desenhado pelo Orientador Socioeducativo

            Após discutir muito sobre os mapas, sentamos em grupos e cada um começou a desenhar um mapa - nós tivemos de criar mapas. Foi bem difícil! Não podíamos copiar os mapas exibidos antes da discussão, então precisamos pensar bastante para conseguir criar alguma coisa.
            O Júnior também participou da atividade e começou a desenhar um mapa para mostrar a todos como podia ser feito.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O Gigante Egoísta - Apreciação e produção

            Hoje, levei algo diferente para as crianças: um áudio-conto.
            Como o Palavreando tem a proposta de levar diversos gêneros textuais às crianças, escolhi mostrar um áudio-conto, uma narrativa que exige atenção e imaginação. Por isso, levei “O Gigante Egoísta”, um áudio-conto que produzi em 2014 após uma aula de Tradução de Textos Literários; adaptei o conto de Oscar Wilde, convidei alguns amigos e, juntos, produzimos a obra. O Anderson do Nascimento – que, por sinal, já foi oficineiro de canto coral na Associação Parque Mandy – é quem produziu toda a trilha sonora do áudio-conto.


            Pedi às crianças que prestassem muita atenção e que, de preferência, ouvissem ao áudio-conto com os olhos fechados. Assim, executei o conto.
            Enquanto eles ouviam (a maioria permaneceu com os olhos fechados), eu pude perceber mudanças em suas expressões faciais: risos, estranhamento. Alguns não conseguiram manter o foco e prestar atenção ao áudio – o que resultou numa produção artística pouco detalhada, como poderão ver adiante.
            Após o término da narrativa, entreguei material para desenho e pintura; pedi às crianças que desenhassem a parte que mais gostaram no áudio-conto. O resultado foi o seguinte:

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O Clubinho Cultural


            A Associação Parque Mandy é uma entidade que já conta com um longo tempo de estrada, e seu objetivo é atender crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, provendo atividades socioeducativas e encaminhando os jovens que necessitam de serviços específicos. Recentemente, tornou-se um Centro para Crianças e Adolescentes, ao conseguir convênio com a Prefeitura de São Paulo.
            O Clubinho, como ficou conhecido por toda a comunidade do Parque Mandy, na zona norte da cidade, atendeu centenas de crianças da região em sua existência e, há pouco tempo, mudou-se para um prédio maior da região, podendo oferecer um serviço de melhor qualidade os jovens da redondeza.
            Eu, Júnior Gonçalves, já conheço o trabalho que é realizado pelo Clubinho há muito tempo – embora eu nunca tenha sido atendido pelo serviço, eu cresci e vivi na rua onde era sediado. Há cerca de quatro anos, venho acompanhando muito mais de perto as atividades feitas com as crianças: passeios, oficina de canto coral, produção de evento de Natal, reciclagem de material PET etc. Trabalho na área social, também, há quase quatro anos – quando ingressei no Projeto Guri e atuei dentro da Fundação CASA. Desde então, nasceu em mim esta inquietude ao ver os adolescentes saindo e voltando para a Fundação CASA em tão pouco tempo – por mais que eles tivessem uma segunda chance ali dentro, eles encontravam o mesmo ambiente que os levara para lá ao receber a progressão da medida (não há um trabalho efetivo aqui do lado de fora, com a família, com a Sociedade).
            Vi no CCA uma oportunidade: eu teria acesso às famílias, à Sociedade e, principalmente, aos jovens que ainda não entraram para o mundo do crime. E foi assim que tomei a decisão e ingressei para a equipe de trabalho da Associação Parque Mandy.
            Como Orientador Socioeducativo, elaborei um projeto semestral específico para as necessidades das crianças e dos adolescentes de lá. Assim nasceram o Palavreando, o Fazendo Arte e o Socializando; três eixos de atividades que atenderão as necessidades mais básicas dos jovens da periferia que são atendidos pela Associação: o estímulo à escrita e à leitura; o incentivo à criação e à criatividade, baseadas na interpretação e apreciação; e a promoção dos jovens como cidadãos efetivos da Sociedade – com o direito de debater e opinar sobre os mais diversos temas que os permeiam.
            Para fazer com que tudo seja visto, idealizei, junto aos jovens, a criação deste blogue. A turma com a qual trabalho é conhecida como Turma Verde – com crianças e adolescentes entre nove e quinze anos de idade. Cada um sugeriu um nome para o blogue e, em seguida, realizamos uma votação – e o nome mais votado foi Clubinho Cultural, como podem ver. Também levei uma série de imagens aos jovens para que pudessem decidir quais seriam os padrões de cores e fontes do blogue e, juntos, escolhemos.
            Portanto, o blogue é para vocês, que querem ver todo o nosso trabalho e o nosso desenvolvimento; para vocês que acreditam que a cultura pode mudar a Sociedade e a maneira de enxergar o mundo; para vocês que acreditam que os jovens são o futuro, e que devemos dá-los oportunidades.